segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Coleção de livretos resgata memória de quilombos

Descrição para cegos: capa padrão 
dos livretos constando de um desenho
imitando um mapa primitivo, cujas
linhas são formadas por nomes de
quilombos. Vê-se uma estrada bifurcada
separando uma área arborizada acima
de um vilarejo com casas e cerca.
No canto superior esquerdo está a
logo da coleção contendo o nome
desta e uma árvore. À direita está
escrito o título do livreto: Comunidade
quilombola dos Amaros.

        Por Nayla Georgia


       A luta dos quilombos brasileiros por respeito, espaço e direitos vem de séculos, mas as vitórias são poucas e colhidas às migalhas. Um pouco da luta pelo reconhecimento dos direitos dessas comunidades está na coleção Terras de Quilombos, que disponibiliza, de forma gratuita na internet, livretos contando a história de comunidades quilombolas pelo Brasil. O objetivo principal das publicações é apresentar um panorama de como eram, de fato, as vidas dos ex-escravizados, bem como suas lutas, seu cotidiano e suas culturas.
Os primeiros livretos foram publicados em 2015, com 16 obras reunindo, em cada um, histórias de comunidades quilombolas em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Maranhão. Já em 2016, além dos estados representados no ano anterior, quilombos do Rio de Janeiro e Sergipe também fizeram parte dos 15 livretos. Este ano, 2017, foram lançados 14 livretos sendo 13 destes contemplando quilombos do Nordeste: Maranhão, Piauí, Sergipe e Pernambuco.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Festas à padroeira dos negros acontecem em outubro


Descrição para cegos: foto do cortejo dos reis negros, parte integrante da festa. Mostrar um grupo de pessoas com roupas formais e adereços como faixas e coroas. Eles são seguidos por uma multidão e, ao fundo, se vê parte de uma roda gigante de parque de diversões.
A tradicional festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos negros no Brasil, acontece neste final de semana no município de Santa Luzia. A celebração é um marco na cultura popular de comunidades negras e faz parte das festividades que acontecem no Seridó Nordestino. A tradição também é celebrada em outras cidades, como Pombal-PB e Caicó-RN, mas em datas diferentes para não coincidir a festa em dois locais na mesma data. Conheça a rica história das festas a Nossa Senhora do Rosário e saiba mais detalhes no blog Folk Mídia, do professor da UFPB Osvaldo Trigueiro, clicando aqui. (Nayla Georgia)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Preconceito faz parte da rotina de ciganos na PB

Descrição para cegos: imagem de idosa e criança ciganas contendo um texto sobre a imagem dizendo “Ciganos: o povo invisível”. 
A comunidade cigana da Paraíba ainda sofre com situações de descriminação, preconceito, intolerância e abuso de autoridade, mesmo tendo seus direitos assegurados pela lei. No município de Condado, sertão da Paraíba, os ciganos são vítimas dos próprios órgãos públicos, que além de não oferecerem condições de igualdade, contribuem para a exclusão. A situação desse grupo foi objeto de reportagem da Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal na Paraíba para o site do órgão. Para ler, clique aqui. (Nayla Georgia)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Fórum Forró de Raiz

Descrição para cegos: montagem de duas fotos lado a lado de Joana Alves à esquerda e Junior Limeira à direita. Ambos no estúdio, falando ao microfone durante a entrevista.
O predomínio de outros gêneros musicais no elenco de atrações do São João de Campina Grande este ano desencadeou manifestações e críticas à organização do evento. Uma das consequências foi repor em evidência o Fórum Forró de Raiz, que existe desde 2011 e em novembro vai promover aqui em João Pessoa um encontro nacional em defesa do forró. Sobre essa situação, o Espaço Experimental entrevistou Joana Alves, Coordenadora do Fórum, e Júnior Limeira, compositor, cantor e apresentador de um programa dedicado à música regional na TV UFPB, o Nordeste Sim Sinhô. Ouça a entrevista feita por Cephas Castro, Douglas de Oliveira e Samuel Amaral para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 h, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB. (Nayla Georgia)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Instituto Pretos Novos vence prêmio cultural

Descrição para cegos: foto de uma representação artística exposta na galeria do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. Há 3 imagens separadas, sendo, respectivamente, de um homem negro, uma mulher negra e um homem indígena, todos despidos. Colado nas imagens há conchas do mar, sendo duas delas posicionadas em local estratégico para esconder as genitais masculinas, enquanto na foto da mulher as conchas ficam acima e abaixo de seu corpo. (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)
Por Nayla Georgia

        O vencedor da quarta edição do Prêmio de Expressões Afro-Brasileiras na categoria especial de preservação de bens culturais foi o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN). O instituto faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana no Rio de Janeiro e tem sido uma organização importante para a preservação da cultura afro-brasileira no país.
        Segundo Merced Guimarães, diretora e fundadora do IPN, a premiação foi recebida num momento oportuno, pois a organização estava em crítica situação financeira. A cerimônia de entrega da premiação aconteceu no dia 31 de julho e concedeu ao IPN uma verba de R$100 mil para ajudar na conservação de seu patrimônio.

domingo, 2 de julho de 2017

Livro homenageia mestres bonequeiros

Descrição para cegos: capa do livro “Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste” com plano de fundo repleto de flores. O título está em um quadro que simula um livro aberto. Dentro dele há um boneco com chapéu de cangaceiro tocando uma sanfona.

No dia 2 o IPHAN lançou um livro que homenageia mestres bonequeiros vencedores do “Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro”. Os 37 brincantes premiados têm mais de 20 anos de atuação, além de historicidade, tradição, cotidiano da vida humana, expressão artística, ensino da preservação de forma consciente e valorização da cultura do povo nordestino. O livreto está disponível gratuitamente para download . Segundo o IPHAN, a obra é uma forma de salvaguardar um bem cultural, como também, a participação ativa dos detentores de bens culturais nos processos de tomada de decisão das políticas públicas. Saiba mais aqui . (Jaqueline Lima)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Serra da Barriga é patrimônio cultural do Mercosul

Descrição para cegos: duas ocas, uma maior e outra menor no meio de uma área com grama e árvores ao redor
Situado em Alagoas, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é o terceiro bem declarado Patrimônio Cultural do Mercosul. O título foi validado no último dia 8. De acordo com o site do Minc, é uma forma de reconhecer as comunidades de origens africanas presentes na América, como também, de reparar as práticas de ódio e racismo ocorridas contra os povos quilombolas e negros atormentados por décadas e que hoje, através de seus depoimentos de luta e defesa, reconfiguram o referencial histórico cultural dos descendentes afro dos países do Mercosul. Saiba mais . (Jaqueline Lima)


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Casamento infantil das ciganas Calon

Descrição para cegos: Rebecca sorrindo para a câmera, com uma paisagem desfocada ao fundo.

Uma das alternativas culturalmente inserida nos Calon para não misturar o povo cigano e os payos (não-ciganos), é o casamento infantil. Assim que a jovem cigana menstrua pela primeira vez, é obrigada a casar. Na maioria das vezes são jovens entre 13 e 15 anos. Em entrevista à Revista AzMina, a cigana e ativista Rebecca Taina protesta contra o ato. Na matéria Casamento infantil não é cultura, é violência, que faz parte de uma série investigativa Pequenas esposas, Rebecca diz ter tido a sua identidade roubada por se impor, e afirma: ”Se você tem medo ou sofre se não seguir isso, não é cultura, é violência.” (Laura Crystiane)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salvem a cultura raiz

Descrição para cegos: dançarinos de frevo se apresentando ao ar livre em frente a uma igreja, com figurinos e acessórios da dança.


O jornalista Lucas Alves, colaborador do site BlastingNews , faz uma sucinta análise a respeito da apropriação cultural na sociedade brasileira. Em Entenda a necessidade de apropriação cultural no Brasil o jornalista afirma que a população vem perdendo cada vez mais o interesse pelos produtos culturais do país. Aborda também o processo de “americanização” na cultura brasileira, e como a cultura genuína se torna desvalorizada. (Laura Crystiane)



sexta-feira, 23 de junho de 2017

O papel da Virada Cultural

Descrição para cegos: dois rapazes e uma moça se apresentando em espaço aberto. Um deles toca sanfona, outro tambor. A moça fala ao público sentado em uma escadaria.
  
A Virada Cultural que acontece todos os anos na cidade de São Paulo, surgiu em 2005. Busca promover a cultura com 24h de programação cultural ininterruptas. Neste ano ocorreu nos dias 20 e 21 de maio. O site Nexo traz em sua matéria Como a Virada Cultural revela a cidade aos seus habitantes, uma entrevista com o antropólogo Heitor Frúgoli Jr., coordenador do Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade na USP, em que ele aborda a importância do evento para a população, e o seu papel no aspecto do direita à cultura e à cidade. (Laura Crystiane)

terça-feira, 20 de junho de 2017

São João: cultura nordestina descaracterizada

Descrição para cegos: Silvério Pessoa de blusa de mangas longas de cor branca, com os braços cobrindo a boca, deixando as metade no rosto evidente.

O cantor Silvério Pessoa em entrevista ao Jc.online afirmou que o excesso de mercantilismo descaracterizou as festas juninas no Nordeste. Na matéria Silvério Pessoa vê São João em risco de extinção, o músico faz crítica às atrações musicais, como o sertanejo universitário que vem predominando nos festejos junino, declarando que as tradições nordestinas principais da festa estão sendo preteridas. Ele ainda se queixa de como a cultura popular vem sendo cada vez mais transformada em um negócio. (Laura Crystiane) 

domingo, 18 de junho de 2017

A Princesa do Beco e o Lampião Cromado

Descrição para cegos: cena do filme. Duas figuras femininas, uma do lado esquerdo vestindo um vestido tomara que caia com 3 babados sendo um estampado e os outros lisos, acessórios de penas, bolas e búzios na cabeça. A outra está ao lado, vestindo um vestido com mangas que mostram os ombros. Do lado direito, uma figura masculina usando figurino do maracatu do baque virado. No solo, uma figura masculina careca deitado, aparentemente, morto.
O filme pernambucano A Princesa do Beco e o Lampião Cromado, produzido pela FavelaNews, recebeu a premiação de Melhor Longa de 2017 nos Estados Unidos, prêmio concedido pela Subversive Cinema Society, de Los Angeles. O filme retrata a resistência dos moradores da periferia do Recife fazendo alusão aos reis e rainhas de maracatus. A Subversive tem como objetivo de reconhecer obras originais fora das tendências e parâmetros definidos pela indústria cinematográfica, além de premiar compreensões artísticas que desafiam e quebram fronteiras com novos métodos de narrativas. Confira o Trailer clique aqui. (Jaqueline Lima)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mafalda vai falar Guarani

Descrição para cegos: personagem Mafalda. É menina, usa vestido com casaco em listras, sapato com amarração por cima da meia. Está com a boca aberta, tendo acima da sua cabeça um balão com palavra indígena “nahániri”, como se estivesse gritando.
A personagem da história em quadrinhos argentina Mafalda, já traduzida para vários idiomas, inclusive o português, agora vai falar também a língua indígena Guarani, que é um dos idiomas oficiais do Paraguai, junto com o espanhol. Essa iniciativa, 50 anos após o lançamento da sagaz personagem, pretende destacar a importância de valores culturais serem preservados e disseminar o conhecimento da língua de um povo presente em vários países da América do Sul. Saiba mais aqui. (Jaqueline Lima)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Carta a mãe África, um pedido de igualdade

Descrição para cegos: nome do documentário “Carta a mãe África” na cor branca com o fundo preto.
Por Laura Crystiane
                                                                
Movimentos de resistência negra no Brasil são de grande importância para a identidade e reconhecimento da cultura afro-brasileira. Alguns direitos foram conquistados, mas o racismo ainda cerca esta população no dia a dia.
O documentário Carta a Mãe África, de Rafael Bessa, traz depoimentos de artistas e intelectuais sobre a população negra no país. Aborda temas como a valorização da cultura negra, racismo e a busca da igualdade.