domingo, 2 de julho de 2017

Livro homenageia mestres bonequeiros

Descrição para cegos: capa do livro “Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste” com plano de fundo repleto de flores. O título está em um quadro que simula um livro aberto. Dentro dele há um boneco com chapéu de cangaceiro tocando uma sanfona.

No dia 2 o IPHAN lançou um livro que homenageia mestres bonequeiros vencedores do “Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro”. Os 37 brincantes premiados têm mais de 20 anos de atuação, além de historicidade, tradição, cotidiano da vida humana, expressão artística, ensino da preservação de forma consciente e valorização da cultura do povo nordestino. O livreto está disponível gratuitamente para download . Segundo o IPHAN, a obra é uma forma de salvaguardar um bem cultural, como também, a participação ativa dos detentores de bens culturais nos processos de tomada de decisão das políticas públicas. Saiba mais aqui . (Jaqueline Lima)


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Serra da Barriga é patrimônio cultural do Mercosul

Descrição para cegos: duas ocas, uma maior e outra menor no meio de uma área com grama e árvores ao redor
Situado em Alagoas, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é o terceiro bem declarado Patrimônio Cultural do Mercosul. O título foi validado no último dia 8. De acordo com o site do Minc, é uma forma de reconhecer as comunidades de origens africanas presentes na América, como também, de reparar as práticas de ódio e racismo ocorridas contra os povos quilombolas e negros atormentados por décadas e que hoje, através de seus depoimentos de luta e defesa, reconfiguram o referencial histórico cultural dos descendentes afro dos países do Mercosul. Saiba mais . (Jaqueline Lima)


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Casamento infantil das ciganas Calon

Descrição para cegos: Rebecca sorrindo para a câmera, com uma paisagem desfocada ao fundo.

Uma das alternativas culturalmente inserida nos Calon para não misturar o povo cigano e os payos (não-ciganos), é o casamento infantil. Assim que a jovem cigana menstrua pela primeira vez, é obrigada a casar. Na maioria das vezes são jovens entre 13 e 15 anos. Em entrevista à Revista AzMina, a cigana e ativista Rebecca Taina protesta contra o ato. Na matéria Casamento infantil não é cultura, é violência, que faz parte de uma série investigativa Pequenas esposas, Rebecca diz ter tido a sua identidade roubada por se impor, e afirma: ”Se você tem medo ou sofre se não seguir isso, não é cultura, é violência.” (Laura Crystiane)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salvem a cultura raiz

Descrição para cegos: dançarinos de frevo se apresentando ao ar livre em frente a uma igreja, com figurinos e acessórios da dança.


O jornalista Lucas Alves, colaborador do site BlastingNews , faz uma sucinta análise a respeito da apropriação cultural na sociedade brasileira. Em Entenda a necessidade de apropriação cultural no Brasil o jornalista afirma que a população vem perdendo cada vez mais o interesse pelos produtos culturais do país. Aborda também o processo de “americanização” na cultura brasileira, e como a cultura genuína se torna desvalorizada. (Laura Crystiane)



sexta-feira, 23 de junho de 2017

O papel da Virada Cultural

Descrição para cegos: dois rapazes e uma moça se apresentando em espaço aberto. Um deles toca sanfona, outro tambor. A moça fala ao público sentado em uma escadaria.
  
A Virada Cultural que acontece todos os anos na cidade de São Paulo, surgiu em 2005. Busca promover a cultura com 24h de programação cultural ininterruptas. Neste ano ocorreu nos dias 20 e 21 de maio. O site Nexo traz em sua matéria Como a Virada Cultural revela a cidade aos seus habitantes, uma entrevista com o antropólogo Heitor Frúgoli Jr., coordenador do Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade na USP, em que ele aborda a importância do evento para a população, e o seu papel no aspecto do direita à cultura e à cidade. (Laura Crystiane)

terça-feira, 20 de junho de 2017

São João: cultura nordestina descaracterizada

Descrição para cegos: Silvério Pessoa de blusa de mangas longas de cor branca, com os braços cobrindo a boca, deixando as metade no rosto evidente.

O cantor Silvério Pessoa em entrevista ao Jc.online afirmou que o excesso de mercantilismo descaracterizou as festas juninas no Nordeste. Na matéria Silvério Pessoa vê São João em risco de extinção, o músico faz crítica às atrações musicais, como o sertanejo universitário que vem predominando nos festejos junino, declarando que as tradições nordestinas principais da festa estão sendo preteridas. Ele ainda se queixa de como a cultura popular vem sendo cada vez mais transformada em um negócio. (Laura Crystiane) 

domingo, 18 de junho de 2017

A Princesa do Beco e o Lampião Cromado

Descrição para cegos: cena do filme. Duas figuras femininas, uma do lado esquerdo vestindo um vestido tomara que caia com 3 babados sendo um estampado e os outros lisos, acessórios de penas, bolas e búzios na cabeça. A outra está ao lado, vestindo um vestido com mangas que mostram os ombros. Do lado direito, uma figura masculina usando figurino do maracatu do baque virado. No solo, uma figura masculina careca deitado, aparentemente, morto.
O filme pernambucano A Princesa do Beco e o Lampião Cromado, produzido pela FavelaNews, recebeu a premiação de Melhor Longa de 2017 nos Estados Unidos, prêmio concedido pela Subversive Cinema Society, de Los Angeles. O filme retrata a resistência dos moradores da periferia do Recife fazendo alusão aos reis e rainhas de maracatus. A Subversive tem como objetivo de reconhecer obras originais fora das tendências e parâmetros definidos pela indústria cinematográfica, além de premiar compreensões artísticas que desafiam e quebram fronteiras com novos métodos de narrativas. Confira o Trailer clique aqui. (Jaqueline Lima)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mafalda vai falar Guarani

Descrição para cegos: personagem Mafalda. É menina, usa vestido com casaco em listras, sapato com amarração por cima da meia. Está com a boca aberta, tendo acima da sua cabeça um balão com palavra indígena “nahániri”, como se estivesse gritando.
A personagem da história em quadrinhos argentina Mafalda, já traduzida para vários idiomas, inclusive o português, agora vai falar também a língua indígena Guarani, que é um dos idiomas oficiais do Paraguai, junto com o espanhol. Essa iniciativa, 50 anos após o lançamento da sagaz personagem, pretende destacar a importância de valores culturais serem preservados e disseminar o conhecimento da língua de um povo presente em vários países da América do Sul. Saiba mais aqui. (Jaqueline Lima)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Carta a mãe África, um pedido de igualdade

Descrição para cegos: nome do documentário “Carta a mãe África” na cor branca com o fundo preto.
Por Laura Crystiane
                                                                
Movimentos de resistência negra no Brasil são de grande importância para a identidade e reconhecimento da cultura afro-brasileira. Alguns direitos foram conquistados, mas o racismo ainda cerca esta população no dia a dia.
O documentário Carta a Mãe África, de Rafael Bessa, traz depoimentos de artistas e intelectuais sobre a população negra no país. Aborda temas como a valorização da cultura negra, racismo e a busca da igualdade.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Samba de Cacete é premiado em Cannes

Descrição para cegos: foto do rosto de uma negra idosa fumando um cachimbo. Imagem obtida do filme.

Por Jaqueline Lima

O filme brasileiro Samba de Cacete - Alvorada Quilombola, dirigido por André dos Santos e por Artur Dutra, foi contemplado no XIV Festival International Du Film Panafricain, como melhor documentário de curta metragem em Cannes, na França.
A produção cinematográfica foi realizada pela Lamparena Filmes e contou com o apoio de 99 mil reais do Ministério da Cultura. Esse aporte financeiro foi por meio do edital Curta Afirmativo: protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual, lançado em 2014 pela Secretaria do Audiovisual (SAv) em parceria com a Fundação Cultural Palmares.

sábado, 10 de junho de 2017

A não abordagem das culturas indígena e afro


Descrição para cegos: dois indígenas caracterizados com pintura, cocar, colar e braçadeiras, de perfil, olhando para baixo. (foto: Unesco)


A Unesco aborda em seu site uma problemática existente acerca da diversidade cultural no Brasil: a falta de abordagem cultural dos povos indígenas e afrodescendentes, que, de acordo com a Organização, são dois grupos minoritários que detém os piores indicadores sociais do Brasil. Para a Unesco, o descaso com as práticas culturais desses dois povos reafirma a desigualdade social do país, apesar de há poucos anos ambos terem começado a receber políticas sociais específicas. A organização reforça a necessidade de medidas para preservar as tradições indígenas e a cultura africana no Brasil. Para ler, clique aqui. (Priscila Monteiro)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A música na luta pela demarcação de terra indígena

Descrição para cegos: imagem da índia Djuena Tikuna usando cocar de penas na cabeça, pintura no rosto, colar em formato meia lua com pintura geométrica triangular e brincos de penas.

Por Jaqueline Lima

No fim de abril, foi lançada durante a Mobilização Nacional Indígena, a canção Demarcação Já, em apoio à demarcação das terras indígenas e criticando o governo e os ruralistas. A canção tem letra de Carlos Rennó e música de Chico César. A iniciativa parte da solidariedade dos artistas à luta de um povo que muitas vezes é ignorado pela nossa sociedade.
A música representa a adesão de muitos artistas ao clamor dos povos indígenas e ao enfrentamento em defesa de seus direitos ameaçados por projetos em tramitação no Congresso Nacional visando alterar as regras de demarcação das terras indígenas, beneficiando os ruralistas e prejudicando os verdadeiros donos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Taego Ãwa registra resistência e memória indígena

Descrição para cegos: pôster de divulgação do filme mostra um índio Ãwa caminhando em campo aberto carregando em seus ombros arco e flechas.

Por Geovanna Adya


Intercalando registros audiovisuais passados e atuais com primazia, o documentário dos irmãos Henrique e Marcela Borela reafirma a identidade do povo indígena Avá-Canoeiro do Araguaia, os Ãwa.
O projeto levou anos para ser concluído. Foi idealizado há cerca de 14 anos quando cinco fitas VHS com imagens dos índios foram encontradas na Universidade Federal de Goiás (UFG) e, posteriormente, levadas aos remanescentes da tribo na Ilha do Bananal, em Tocantins.
A apresentação desse material aos Ãwa gerou o conteúdo da obra que buscou dar visibilidade à história de vida e resistência desse povo. A partir desse encontro, o patriarca Tutawa – que morreu em 2015 - revive momentos, rituais

domingo, 4 de junho de 2017

Capoeira Brasil, luta e resistência

Descrição para cegos: ilustração com dois lutadores praticando golpes de capoeira. Do lado direito um de cabeça para baixo com as mãos no chão e as pernas abertas no alto. Do esquerdo, o oponente com a perna esquerda levantada.
Por Laura Crystiane

Uma arte marcial disfarçada de dança, desta forma se originou a capoeira. A luta que é reconhecida como um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, ainda sofre com o preconceito e rejeição. O grupo Capoeira Brasil busca valorizá-la mostrando a sua importância na formação da identidade do país.
No decorrer dos séculos, a capoeira sofreu opressão, pois a sua prática era ilegal em alguns lugares públicos. A intolerância com a cultura afro-brasileira a tornou uma prática marginalizada para aqueles que não têm o conhecimento da importância desta manifestação para a cultura brasileira.